Existe sempre algo que move as pessoas, um amor, uma vontade muito forte, uma paixão, um alvo a ser atingido, metas, objetivos... mas nada se compara à uma missão dada por Deus! Não é simplesmente um pensamento ou desejo, é A CAUSA da nossa estada aqui.
No meu
primeiro acampamento (Jan/96) fiquei impressionado com a habilidade dos músicos
que participavam do período de cânticos, voltei pra casa decidido a tocar na
igreja. Algum tempo depois lá estava eu, participando da banda dos Adoles, queria fazer sucesso, e falava que era
para evangelizar... mas passados uns 4,5 anos percebi que lá no fundo eu tinha
segundas intenções com a música, se é que me entende, queria ser o Elvis
Presley e me tornar talvez o
rei do Gospel...rs.
Em 2000, comecei a pensar se
tocar e apenas tocar, era mesmo o meu ministério... lendo e aprendendo sobre vida
de Jesus, vi que ministério envolve
SERVIR pessoas, sei e entendendo que tocar é um modo de servir, mas no meu caso
eu estava ME servindo, e gostando de “ser visto”.
Um dia a Tia Dagmar esposa do Pr. Laerte, me incentivando à ir para o Louvação, um evento de liderança multiministerial, disse que via em mim um
futuro ministro...vichi "me empolgou-me a
mim" ...rs... eu estava orando por uma resposta, e essa
foi um ótimo combustível. Comecei a pensar nisso, e passei à olhar não só para
a música, mas para as necessidades que uma
IGREJA e o MUNDO tem. Qual o meu papel por aqui, quem sou, onde estou, para onde vou?
Certa vez tentei até fazer música na
USP, mas fazer a prova em um contrabaixo
“rabecão” foi um dos maiores micos de my life, eu não sabia nem o que era o arco, o reitor
da área de música foi á loucura comigo,
desacreditou no que via..rsrs...é!!!
Considero a grande ponte do meu chamado, o Louvale - PIBSJC de 2003. Fui parar nesse evento inusitadamente, a Denise uma amiga da igreja, estava inscrita no evento, mas não pode ir pois estava com sua mãe enferma (Terezinha, um grande exemplo de vida cristã), e ela me ofereceu sua vaga. Nos dias que antecediam o evento visitei a Terezinha, e ela disse algo que ajudou a formar minha opinião sobre chamado: "...quando você se entrega à Cristo, vem um pacote, e dentro desse pacote vem junto o seu dom!" Entendi que precisaria tirar aquilo do pacote e desenvolvê-lo. Ao chegar no evento peguei o material, e por alguns instantes fui Denise...rsrs... ela estava inscrita na oficina de teatro. Ao observar as outras oficinas, vi que tinha uma com um tal de Adhemar de Campos (garoto de futuro...rs) mas estava esgotada, a única oficina que tinha vaga era Teologia da adoração. Meio que relutante aceitei, afinal não estava pagando nada, não poderia reclamar, e foi nessa oficina que Deus me pegou de jeito.
Rick Müchow, pastor de adoração da Igreja Saddleback Church, na California.
Logo no primeiro instante, sendo traduzido, ele pediu para as mais de 200 pessoas no auditório ficarem em pé, ao teclado fez a introdução do hino 02 do HCC, Santo, Santo, Santo. A oficina tinha como público-alvo: pastores, pastores de adoração, ministros de louvor, músicos, seminaristas... e no meu caso pessoas que não conseguiram vaga em outra oficina.
Devido o público ser conhecedor de música, cada um já entrou no seu naipe, atrás de mim tinha um baixo, mas o cara era um baixo messsssssmo, minha nuca até trepidava rsrs... foi um momento incrível, um coral espontâneo e belíssimo, Rick saiu do teclado, e andava pelo palco como se estivessem lá em cima só ele e Deus, nos deixando a capella. Ao terminar o hino, voltou ao teclado e fez a introdução de Aclame ao Senhor, de Darlene Zschech, e continuamos a capella, a esta altura muitos já estavam ajoelhados (o que achei incrível, pois artistas são muito críticos). Percebi ali que a adoração fluiu de maneira que nunca antes tinha visto, sem que Rick precisasse pedir, sensibilizar ou tentar criar a situação. Ele comentou que já era pastor de adoração a muito tempo, e nunca tinha vivido aquilo de forma tão intensa. Duas canções apenas, foram os primeiros 10 minutos da oficina, onde Deus me ensinou ríquissimas lições. Aprendi que algo além da música e da arte precisavam ser desenvolvidos em minha vida, isso tinha a ver com uma vida de adoração.
Interessado em me desenvolver ministerialmente, no fim de 2003 fui para a Faculdade Teológica Batista de São Paulo tentar ingressar no seminário, mas nada feito, não seria aquela vez ainda devido a motivos R$, que iria investir no chamado dessa forma. Prossegui falando com Deus sobre isso.
Em 2004, meu amigo Flávio (Pezão) e eu, fomos propor ao pastor uma
renovação no Ministério de Adoração da Igreja que ainda não tinha sua liderança estruturada, e assim iniciei minha liderança nessa área. Gilson Hilário, um grande amigo, conselheiro e pastor, também em 2004
convidou-me a servir na liderança dos jovens lá na IBADI, desses fatos em diante, aí sim pude começar a perceber onde e
como Deus pretendia me usar....
Entendo e sinto que fui chamado não somente para ser músico,
também para isso! Mas, nessa época descrita acima, descobri que amo sonhar com a
obra de Deus crescendo, amo escrever,
visualizar , unir pessoas, ouvir idéias, e juntos realizarmos o sonho em comum. Amo
estar junto com a igreja, vendo essa em movimento, amo ver Deus trazendo
resultados de “viagens” que antes eram simples rascunhos.
A missão
dada, o legado deixado, e também o chamado que Cristo faz a todos os seus, é
que devemos ir, “continuar indo”, viver e pregar o evangelho em casa, nos
bairros, cidades e etc...fazer
discípulos e batizá-los... esse é o chamado para os cristãos.
Mas acredito que para essa missão ser cumprida, Deus usa cada um de forma exclusiva. Assim como usou a "barriga" de Maria para ser mãe do Salvador, Deus colocou algo único e especial em você (um presente), e usará isso nessa missão.
Use aquilo de melhor que Deus inspirou e plantou em você em todo o tempo!
Ore, busque por isso! É uma grande honra, um privilégio poder ser usado(a) por Deus!
